X-ALPS 2009 – ENTREVISTA DO VENCEDOR, CHRIGEL MAURER
X-ALPS... FÁCIL?
Christian "Chrigel" Maurer tem 27 anos. Ele começou a voar em 1998, quando tinha 16 anos, mas afirma que durante anos passou dias inteiros "observando e sonhando ao assistir a decolagem dos parapentes“.
Ele começou a competir em 2000, foi campeão da Europa em 2004, e é o único piloto a ter ganhado a copa do mundo duas vezes seguidas. Mas ele o fez até três vezes, em 2005, 2006 e 2007. Dizem que ele é um extraterrestre.
Depois dessa dominação, ele afastou-se das competições e casou-se com Karin Appenzeller (ex-competidora, campeã da Copa do Mundo de 2006). Eles têm um filho, Jonas, de um ano e meio.
Chrigel Maurer trabalha na Advance, no ajuste das asas e na concepção das seletes- é dele o projeto da IMPRESS , uma das mais aceitas pelos competidores. Ele também é piloto de duplo, mas não é instrutor de parapente. Como ele também está no topo nas competições de ACRO (ele detém o recorde mundial atual d’infinity-Tumblings e é vice-campeão do mundo synchro em 2007). Ele acaba de provar com esta vitória incrível nos X-Alps que é o piloto mais completo atualmente, e talvez de todos os tempos.
Alguns exemplos para demonstrar como seu percurso foi ótimo: ele marcou todos seus turn-points voando (ele fez um top-landing no topo da Marmolada para comer um pouco), foi ele quem voou mais (72% do percurso, recorde absoluto dos X-Alps contra 65% de Alex Hofer), também é um dos concorrentes que subiu mais, seja em vôo (56.870 m), seja a pé (35.520 m de subidas acumuladas a pé, em 10 dias), ou seja 3550 m de média por dia! (Somente Alex Hofer subiu mais a pé, ou seja 37.710 m). Ele chegou no mar dois dias exatos e 200 km na frente de Alex Hofer, único outro piloto que chegou no prazo em Mônaco.
Observamos que estes pilotos foram os primeiros a chegar em vôo até Mônaco. Magnífico! Isto era considerado praticamente impossível de fazer até hoje, pois todos os pilotos tinham terminado por longas e difíceis caminhadas no meio de moitas repletas de espinhos e de pequenos relevos extremamente complicados.
Tanto um quanto o outro conseguiram seguir até o fim o canal da fronteira italiana antes de transitar e de pousar até a clássica aterrissagem em Mônaco-Roquebrune, na praia. Como o último turn-point é a decolagem, foi necessário subir antes de terminar a corrida pelo habitual pouso sobre a balsa em Mônaco. |